quarta-feira, 25 de junho de 2014

Os atributos do Senhor Shiva Shankara

Shiva Om

Deus da destruição do Universo, o principal do Xamanismo Ancestral.



Em Sânskrito escreve-se Siva, mas se lê Shiva.





O Senhor Shiva é um Deus ("Mahadeva") Hindu, o Destruidor ou o Transformador, integrante da Trimurti juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador. O Senhor Shiva representa o ciclo completo do processo de geração, destruição e regeneração. Existem mil e oito nomes nas escrituras védicas para se referir ao Senhor Shiva, sendo as mais conhecidas: Mahesha, Mahadeva, Pashupati, Nataraja, Shambo, Shankara, Ardhanaríshvara, Rudra, Bhava, Sarva, Ishan, Bhima e Ugra.

No Xamanismo Ancestral, o Senhor Shiva é a figura mais importante, não apenas por representar o Pai do Xamanismo Ancestral, mas por possuir essencialmente múltiplas formas e aspectos em um único poder divino.

Sua simbologia é altamente venerada. O aspecto Shankara é a forma xamã do Senhor Shiva, que o representa como sendo um grande índio Hindu e o maior devoto do Grande Espírito, o Senhor Krishna.

Sua simbologia é representada de diversas maneiras, através de diversas escrituras e de diversas escolas filosóficas, entretanto, as características xamânicas do Senhor Shiva mais importantes são representadas aqui da seguinte forma:

Sentado sob a pele de um Tigre: 

O Tigre é o veículo de sua shákti, a Deusa de todas as forças e poderes. Shiva está além e acima de qualquer força. Sentado sob a pele de um Tigre, simboliza a vitória sobre todas as forças.

A Serpente Naja sobre o pescoço: 

A Naja é a mais mortal das Serpentes. Usar uma Serpente em volta da cintura e do pescoço, simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Este aspecto também dá outro nome a Shiva, Neelkantha, o Deus que pode beber sozinho a porção da morte e ficar livre de seus efeitos. Na tradição do Yoga, ela também representa Kundalini, a energia de Fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo a iluminação (samadhi), um estado de consciência expandida.

A Lua crescente em seu cabelo: 

A Lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua, a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores, que são regidos por esse astro. Usar uma Lua crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças, pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso verdadeiro ser e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas. Este aspecto significa então, que Shiva possui o poder da procriação, além da destruição.

O cabelo enrolado no topo da cabeça: 

O cabelo enrolado de maneira circular no topo da cabeça significa que Shiva é o senhor do vento, Vayu, representando o controle da respiração, o simples ato de inspirar e expirar.

O sagrado rio Ganges nascendo de sua cabeça: 

No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d’água. Na verdade é o rio Ganges ou Ganga, que nasce dos cabelos de Shiva. Há uma história que diz que Ganga era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse, e ele permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranqüílo, corresse pela Terra.

O tridente (TRISHULA): 

O Trishula de Shiva é o símbolo das três funções do Criador (Brahma), Preservador (Vishnu) e o Destruidor (Shiva). É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas também representam as três qualidades da existência: tamas (a inércia ou ignorância), rajas (o movimento ou paixão) e sattva (o equilíbrio ou bondade).

O Touro Branco: 

Nandi é o Touro Branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O Touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o Touro Branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.

A palavra Nandi significa, “aquele que dá a alegria”. Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está sempre deitado, guardando o portão principal do templo.

O Lingam: 


Também chamado de Linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, o instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do Universo. Está associado ao poder criador de Shiva. A palavra Lingam significa, “emblema, distintivo, signo”.

O Lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o Lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um Lingam com a areia da praia ou do leito do rio, ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.

É comum, nos templos, se pendurar sobre o Lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do Lingam representa a yoni, o genital feminino, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.

O tambor Damaru: 


O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do Universo. No Xamanismo Ancestral, como no Hinduísmo, o Universo brota da sílaba “Om” (AUM). É interessante comparar essa afirmação com o conhecido prólogo do Evangelho de São João: “No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez”.

É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do Universo e o compasso de sua dança. Às vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o Universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.

Kamandalu: 


O vaso de bronze, conhecido como Kamandalu é o repositório onde Shiva guarda o amrita, a bebida da imortalidade, similiar à ayahuasca no Ocidente.

O amrita é sempre utilizado entre os xamãs ancestrais em rituais e pujas (cerimônias de adoração) para se conectar à essência divina e receber os ensinamentos sagrados de Shiva.

As escrituras sagradas da Índia, os Vedas, afirmam que dentro do Kamandalu está o néctar divino, o amrita, a bebida da imortalidade, ou como os cristãos nomearam, “a água da vida”.

Além destes símbolos, uma outra característica física muito importante de Shiva é o seu “Olho Vertical”, também conhecido como “Terceiro Olho”. No Mahabharata, o grande épico Hindu, é narrada a história de como Shiva obteve seu terceiro olho. A história diz que um dia sua linda esposa, Parvati, colocou suas mãos sobre seus olhos enquanto Ele meditava, pois toda vez que Shiva fechava os olhos, o Universo inteiro ficava em total escuridão. Então, através do toque das mãos de sua esposa que seu terceiro olho se desenvolveu, dando luz ao mundo. Simbolizando assim, o olho frontal, o olho de Fogo, o olho da alta percepção. Tendo então três olhos, Shiva ficou também conhecido como: Tri-Netra, Tri-Ambaka, Tri-Aksha ou Tri-Nayana.


Autor: Akaiê Sramana
[Fonte: " Xamanismo Ancestral - O legado da Índia antiga", Akaiê Srama


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Auto Sabotagem que Impede a Sua Prosperidade

Imagine o que acontece quando você acredita em crenças que dizem que o dinheiro é escasso, que é difícil ganhá-lo, que na sua profissão não se consegue ganhar bem... O que vai acontecer é um processo inconsciente de auto sabotagem e vitimização onde você vai fazer escolhas sem perceber, que vão reforçar todas essas percepções da realidade. Existem vários mecanismos internos que nos levam a fazer isso, mas que não vai dar pra explicar nesse pequeno texto.
E quando você sente que o dinheiro é sujo, que só ganha muito sendo desonesto ou explorador? Um lado seu vai repelir o ganho financeiro. Afinal, você não vai querer ganhar dinheiro e ser associado a coisas tão negativas. Tem um lado seu que deseja ganhar mais, mas por outro lado que o "protege" de ganhar mais.

Problemas na auto-estima também levam à auto sabotagem inconsciente. Quanto mais baixa a auto-estima, maior o pessimismo, a sensação de não merecimento, menos autoconfiança e sensação de incapacidade. Pessoas que sofreram muitas rejeições, críticas, abandono, falta de apoio e elogio durante a infância, ou crianças que foram super protegidas, tendem a desenvolver uma baixa auto estima. E se você se sente incapaz, e sente que não merece, ou se tem medo de críticas e rejeição, vai ser realmente difícil crescer profissionalmente. A auto sabotagem fará com que você não veja oportunidades, ou fará com que você adie o que poderia fazer melhorar a sua vida praticando o que chamamos de procrastinação.

É preciso eliminar a auto sabotagem, impedindo que a programação do passado controle nosso presente e futuro.
                                                                                                   Arlete Souza


I

Deusa Juno

Deusa Juno

Na mitologia romana, Juno é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira. Sua equivalente na mitologia grega é Hera. O sexto mês do ano, junho tem esse nome em sua homenagem.

Em sua origem e na tradição romana, incorpora o ciclo lunar. É filha de Saturno e Ops, e irmã e esposa de Júpiter, com quem teve dois filhos, Marte e Vulcano e uma filha Ilitía. Juno foi a maior divindade da religião romana e ostentou um grande número de epítetos significativos e nomes e títulos variados que representavam diversos aspectos e papéis da deusa. De acordo com seu papel central como deusa do matrimônio, recebia os seguintes títulos: Interduca “a que leva a noiva ao matrimônio”; Domiduca “a que leva a noiva ao seu novo lar” e Cinxia “a que perde o cinturão da noiva”. Também foi chamada Regina (“a rainha”); Moneta (a protetora das riquezas do Império Romano); Lucina (“a que traz os filhos à luz”) e Lucetia (“a que traz luz”), quando ajudava nos partos; Pomona (“da fruta”), Pronuba (“dama de honra”), Ossipagina (“a que fortalece os ossos”). De uma maneira geral Juno era a protetora das mulheres.
Toda mulher tinha sua Juno, verdadeiro dom divino que personificava sua feminilidade e a protegia. A absorção romana do mito grego reforçou as características primitivas de Juno com outras de Hera, estendendo seu domínio do nascimento ao matrimônio promovendo-a ao papel de esposa de Júpiter e rainha dos deuses

"O asteróide Juno simboliza o princípio de relacionamento e da parceria equilibrada e harmoniosa, sendo associado com os signos de Libra e de Escorpião, definindo a aspiração para a união perfeita e os sofrimentos e complexos psicológicos oriundos da não realização. Ele descreve os jogos de poder, as manipulações, repressões, projeções, decepções, medos e conflitos encontrados nos relacionamentos desiguais e desajustados e indica as soluções para a sua transmutação e cura.
Deusa Hera
Para as mulheres que buscam resgatar os verdadeiros valores e conceitos da tradição da Deusa é imprescindível descartar a visão patriarcal de Hera como uma deusa vulnerável e dependente e a honrar como protetora e defensora, que cuida dos seus direitos, favorecendo e atraindo relacionamentos justos, leais e de honesta parceria. Precisamos transformar o arquétipo distorcido da Hera como esposa infeliz e dependente enraizado no nosso inconsciente, na cultura, literatura e ordem social vigente. Resgatar a Hera arcaica que vive em nós - simultaneamente com a sua imagem negativa mais recente – significa ver Hera como um incentivo para que amemos mais a nós mesmas, buscando nosso aprimoramento individual, cuidando dos nossos corpos, mentes, corações e limites.
Devemos ter a coragem de exigir um relacionamento equitativo, harmonioso, honesto e equilibrado, vivendo com integridade, lealdade e respeito, sem nos deixar limitar ou prender por medos, co-dependências e concessões. Pede-se à Hera a benção para um casamento sagrado, uma união alquímica que una as almas e não somente corpos, corações ou interesses, em busca da fusão com o divino amor, que tudo permeia e que existe em todos e no todo". ( Mirella Faur)
                                                                                                  Arlete Souza



domingo, 22 de junho de 2014

Xamanismo um Caminho de Vida



A cultura, bem como os costumes, crenças e tradições dos povos são,sem dúvida, seu maior Tesouro. O xamanismo vem ao encontro deste conceito, pois caminha há milênios com a humanidade, desde os seus primórdios, revelando com sabedoria e beleza toda crença de um povo milenar.

Os índios sempre foram figura-chave na história e na formação das civilizações. Sendo eles os precursores de toda a civilização a partir da chegada do homem neste planeta; qualquer um de nós, retrocedendo no tempo, encontrará a milhares de anos nosso ancestral indígena. Negá-lo é negar a nós mesmos. Escondê-lo é esconder-se de nós mesmos. Tentar apagá-lo é tentar apagar nossa própria memória, o registro, o início de nossa existência material no plano terrestre. Sua ligação com a natureza, com os espíritos e o poder superior, faz refletir sobre nossa essência, nossos deveres com a natureza e nossos semelhantes, refletindo nossa busca de luz na caminhada espiritual.

O respeito pelo movimento cíclico e sábio da natureza foi abrindo espaço no coração daqueles que anseiam compartilhar a sabedoria milenar e, encantados com a riqueza milenar desses povos, o xamanismo sobrevive e viceja, orientando e curando corpo e alma, confortando e trazendo esperança e alegria ao coração dos discípulos.

O xamanismo não discrimina sexo, idade, raça ou doutrinas religiosas. Por esse motivo, está disponível a todo ser humano que esteja em busca de si mesmo ou de algo maior para sua completa realização, seja como essência, seja como desenvolvimento mental e espiritual nesta vida.

O xamanismo é uma forma de se ligar o espírito com o universo, despertando-nos para nossa consciência cósmica de espíritos universais e é parte da nossa herança com o mundo espiritual. O dom que possuímos e que por muitas vezes não o desenvolvemos por preconceito ou simples desconhecimento, tornando-nos cada vez mais indefesos, enfraquecidos no mundo totalmente vulnerável e desgastante em que habitamos.

O xamanismo também é um estado de espírito, enxergar o universo de outra dimensão, sendo possível a aqueles que desejam expandir sua consciência para adquirir conhecimentos e discernimento acerca desta milenar sabedoria.

A tradição xamânica fala de um importante papel do xamã e de sua função desde os primórdios da humanidade: pratica a cura através das plantas, aconselha, faz a ponte de contato do homem com a divindade nos rituais xamânicos, trazendo informações e autoconhecimento ao seu povo.

O xamã é o curandeiro das almas, orientador e vigilante, não se leva rótulos religiosos, tampouco preconceitos. Por esse motivo, o xamã poderá estar na alma de um médico, um lavrador ou peregrino e de todo ser humano que deseje administrar suas emoções e evoluir no processo de autoconhecimento. A busca do conhecimento espiritual é longa e as almas deste povo encantador e misterioso peregrina através do tempo e do espaço, em busca de luz, novos e antigos conhecimentos da natureza divina para o seu interior neste mundo fascinante do XAMANISMO e da natureza Divina.