quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Nossos Produtos

TERRAS DE ANAHI – NUTRIÇÃO COM CONSCIÊNCIA
Nossos Produtos

Nós nas Terras de Anahi acreditamos que aquilo que experimentamos fisicamente se reflete também no estado emocional, mental e espiritual. Sendo assim temos a preocupação constante de produzir nossos alimentos de forma mais natural possível.  Sem aditivos artificiais conservantes, corantes, aromas, espessante, acidulante e outros. Alimentos produzidos pela natureza.
Aproveitamos os produtos da época. Sendo assim nesta semana teremos:

- PÃES INTEGRAL DE MILHO e PÃO INTEGRAL DE ALFAZEMA: Nossos pães são feitos de forma artesanal, sem conservantes e cada pão feito é energizado com um tipo de mantra. Sendo assim você não receberá em sua casa meramente pão, receberá também cura, harmonização, alegria, prosperidade, iluminação e tudo o mais que o Pai me iluminar. Peça o seu pão pessoal e fazemos energéticamente para você.


- GELÉIA DE LARANJA: Nossa Geléia é elaborada com a polpa fresquinha de laranjas orgânicas, selecionada e amorosamente colhidas colhidas no ponto de maturação. O sabor puro da fruta foi preservado devido a pouca adição de açúcar e aos cuidados no processamento.

Nosso corpo é sagrado e assim deve ser tratado.

 *Para adquirir nossos produtos entre em contato conosco por e-mail ou telefone.
                         anahiatendimento@gmail.com ou telefone: 24.99257.1333


quinta-feira, 24 de julho de 2014

O equilíbrio: feminino e masculino

O princípio feminino e masculino está em cada um, homem e mulher, para um casamento interior harmonioso e frutífero que permite uma relação reconciliada com o outro, diferente e complementar.
O ser humano é, além disso, um ser essencialmente relacional. Assim, a definição do que é ser homem ou mulher não pode ser respondida, a não ser na alteridade com o outro.
De maneira iluminada Jung já alertava sobre a grande missão da nossa civilização:

“A grande tarefa civilizacional, talvez a mais urgente nos dias atuais, consiste no resgate do princípio feminino. Chamo atenção para o fato de que não falo de categoria feminino/masculino, mas de princípio feminino/masculino [...]. O masculino não diz respeito somente ao homem, mas também à mulher. O feminino não ganha corpo apenas na mulher, mas também no homem. Esse feminino representa o princípio de vida, de criatividade, de receptividade, de enternecimento, de interioridade e de espiritualidade no homem e na mulher. Portanto, trata-se de um princípio inclusivo e seminal que entra na constituição da realidade humana.
O resgate do princípio feminino junto com o do masculino propicia uma nova inteireza à humanidade, ao transcender as distorções na relação homem-mulher e ao ultrapassar o sexo biológico de pertença. Significa não somente libertação dos humanos, especialmente da mulher, mas também da natureza e das culturas não estruturadas no eixo do poder-dominação, equiparadas ao fraco e ao frágil — portanto, ao feminino cultural. A recuperação do princípio feminino permite um processo de libertação mais integral e verdadeiramente includente, pois parte do feminino oprimido. O oprimido tem um privilégio histórico e epistemológico pelo fato de possuir uma percepção mais alta que inclui o opressor enquanto ser humano. O opressor exclui o oprimido, pois o considera uma coisa ou um ser humano menor, subordinado e dependente. A libertação deve começar pelo oprimido para acabar com o opressor. Só então ambos se encontram sobre o mesmo chão comum, como humanos, construindo juntos, na igualdade e na diferença, a sociedade e a história.”  (Carl Gustav Jung)
O resgate do princípio feminino junto com o do masculino propicia uma nova inteireza à humanidade, ao transcender as distorções na relação homem-mulher e ao ultrapassar o sexo biológico de pertença. Significa não somente libertação dos humanos, especialmente da mulher, mas também da natureza e das culturas não estruturadas no eixo do poder-dominação, equiparadas ao fraco e ao frágil — portanto, ao feminino cultural.
Não podemos mudar nossa história, mas podemos mudar a atitude interior em relação a essa história e a leitura que fazemos sobre nós.

                                                                                                                   Ahá!! Arlete Souza



sexta-feira, 11 de julho de 2014

TRILHANDO O CAMINHO DO SAGRADO – A JORNADA



No inverno deixar de lado as expectativas, justificativas e previsibilidade. Deixar fluir seu ser, a beleza, as teias da mãe aranha, repensar seus atos embalados pelo tecer de teu escudo guardião. O filtro dos Sonhos.
Nesse ato de repensar, deixar a energia da criação fluir, útero da mãe terra, cuidar de tuas dores e feridas na INIPI (Tenda de suor).
E para finalizar nossa jornada de reencontro conosco mesmo iremos para o workshop de resgate de almas. Acreditando que dentre de nós está a resposta certa a qualquer pergunta, dúvida ou necessidade. Este atendimento irá direcioná-lo a se reconectar conscientemente com tua própria Luz interior revelando o caminho desejado para alcançar a desejada libertação de seu coração.
Uma Jornada Sagrada, pois sagrado é buscar ajuda. Sagrado é reconhecer a nossa necessidade de nos sentirmos melhor, de sermos livres de tudo aquilo que bloqueia nosso potencial de sermos felizes e o nosso direito de viver em plenitude.
Nossa jornada será realizada em plena natureza, em um vale sagrado cercado de montanhas sagradas onde esta localizada as Terras de Anahi.

Valor da troca: R$200,00. Podendo ser dividido em duas vezes. Uma entrada no ato da inscrição e outra na data de nossa jornada.
Valor da troca: para aqueles que quiserem somente fazer a tenda: R$60,00
Valor da troca: para aqueles que quiserem somente fazer a oficina do Filtro dos Sonhos: R$150,00

MAIORES INFORMAÇÕES:

EMAIL: anahiatendimento@gmail.com - face: Arlete Souza
LOCAL: TERRAS DE ANAHI – Alberto Torres – Areal - RJ ( Em torno de 1:20h do Rio de Janeiro ) - TELEFONE: (024) 99257.1333

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Ritual Canto dos Tambores - dia 12 de Julho


Primeiro Encontro do Círculo das Saras - Deusa Héstia


O que é Circulo das Saras

Olá minhas amadas.
Circulo das Saras é um Circulo Xamânico, onde serão realizados encontros encantados para lembrar e reaprender, vivenciar-se e resgatar-se, sentir e encontrar o Sagrado Feminino e Masculino em nós. Onde a consciência da totalidade e da integralidade serão nosso eixo motivador. Neste sentido é que foi pensado estes momentos de aprendizados e auto-cura com as Mães (deusas). Não somente para reaprendermos, mas para nos alinharmos profundamente com nossas essências Divinas (masculina e feminina).

Metodologia:
Usando a combinação dos caminhos da fala, vivências, técnicas xamânicas e ocidentais de auto cura iremos juntas trilhar o caminho da redescoberta de nosso ser pleno que somos. Cada encontro uma descoberta e um reencontro. Onde utilizaremos contos, manualidades (arterapia), sons, cantos, danças, rituais, vivências e muito mais. Serão encontros mensais aos sábados das 14 ás 17:00hs, nas Terras de Anahi – Areal – RJ. Vale encantado e terras sagradas. Venha fazer parte deste Circulo que se abre hoje pra você. Seja bem vinda!! As Deusas e nós te esperamos.
Informações e inscrições: Anahiatendimento@gmail.com ou tel (24) 99257.1333
http://circulodassaras.blogspot.com.br/



quarta-feira, 2 de julho de 2014

Ganesha o Removedor de Obstáculos

No hinduísmo, Ganesha é uma das mais conhecidas e veneradas representações de Deus. 
Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati e é considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. É representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante, com uma única presa, montado em um rato. 
Seu corpo é humano, enquanto  a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma, Ganesha representa uma solução lógica para os problemas. É adorado junto a Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio (A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade).

Ganesha é conhecido também como o destruidor da vaidade, egoísmo e orgulho.
 Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e bondade, poder e beleza. Também simboliza as capacidades discriminativas que proveem a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real e o irreal.

Em termos gerais, Ganesha é uma divindade muito amada e frequentemente invocada, já que é o Deus da Boa Fortuna - quem proporciona prosperidade e fortuna - e também o Destruidor de Obstáculos, de ordem material ou espiritual. 

É por este motivo que sua graça é invocada antes de iniciar qualquer tarefa (por exemplo: viajar, prestar uma prova, realizar um assunto de negócios, uma entrevista de trabalho,  uma cerimônia) com Mantras como: Om Shri Ganeshaya Namah: (Saudações ao removedor de obstáculos).  É também por esse motivo que, tradicionalmente, todas as sessões de kirtans (cântico devocional) iniciam com uma invocação de Ganesha, o Senhor dos "bons inícios". 
Por toda a Índia de cultura hindu, o Senhor Ganesha é o primeiro ídolo colocado em qualquer nova casa ou templo.
Cada elemento do corpo de Ganesha tem seu próprio valor e significado:

     A cabeça de elefante indica fidelidade, inteligência e poder discriminatório;
    O fato de possuir apenas uma única presa (a outra estando quebrada) indica a habilidade de Ganesha de superar todas as formas de dualismo;
    As orelhas abertas denotam sabedoria, habilidade de escutar pessoas que procuram ajuda e para refletir verdades espirituais. Elas simbolizam a importância de escutar para poder assimilar idéias. Orelhas são usadas para ganhar conhecimento. As grandes orelhas indicam que quando Deus é conhecido, todo conhecimento também é;

    A tromba curvada indica as potencialidades intelectuais que se manifestam na faculdade de discriminação entre o real e o irreal;
     Na testa, o Trishula (arma de Shiva, similar a um Tridente) é desenhado, simbolizando o tempo (passado, presente e futuro) e a superioridade de Ganesha sobre ele;
    A barriga de Ganesha contém infinitos universos. Simboliza a benevolência da natureza e equanimidade, a habilidade de Ganesha de sugar os sofrimentos do Universo e proteger o mundo;
    A posição de suas pernas (uma descansando no chão e a outra em pé) indica a importância da vivência e participação no mundo material assim como no mundo espiritual, a habilidade de viver no mundo sem ser do mundo;
    Os quatro braços de Ganesha representam os quatro atributos do corpo sutil, que são: mente (Manas), intelecto (Buddhi), ego (Ahamkara), e consciência condicionada (Chitta). 
    O Senhor Ganesha representa a pura consciência - o Atman - que permite que estes quatro atributos funcionem em nós; 
    A mão segurando uma machadinha é um símbolo da restrição de todos os desejos, que trazem dor e sofrimento. Com essa machadinha Ganesha pode repelir e destruir os obstáculos. A machadinha é também para levar o homem para o caminho da verdade e da retidão;
    O chicote nos fala que os apegos mundanos e desejos devem ser deixados de lado;
    A terceira mão, que está em direção ao devoto, está em uma pose de bênçãos, refúgio e proteção (abhaya);
     A quarta mão segura uma flor de lótus (padma), e  simboliza o mais alto objetivo da evolução humana, a realização do seu verdadeiro eu;

O Senhor cuja forma é Om


Ganesha é também definido como Omkara que significa "tendo a forma de Om". De fato, a forma do seu corpo é uma cópia do traçado da letra Devanagari que indica este grande Bija Mantra. Por causa disso, Ganesha, que está na base de todo o mundo fenomenal, é considerado a encarnação corporal do Cosmos inteiro. Na língua tâmil, a sílaba sagrada é indicada precisamente por uma letra que relembra o formato da cabeça de Ganesha.

Ganesha e o rato


De acordo com uma interpretação, o divino veículo de Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida clandestina nos esgotos, portanto, é também um símbolo da ignorância que é dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento. O rato representa o ego, a mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade. Ganesha, guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências, indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a mente.
A mais conhecida história é provavelmente aquela encontrada no Shiva Purana. Uma vez, quando sua mãe Parvati queria tomar banho, não havia guardas na área para protegê-la de alguém que poderia entrar na sala. Então ela criou um ídolo na forma de um garoto, esse ídolo foi feito da pasta que Parvati havia preparado para lavar seu corpo. A deusa infundiu vida no boneco, então Ganesha nasceu. Parvati ordenou a Ganesha que não permitisse que ninguém entrasse na casa e Ganesha obedientemente seguiu as ordens de sua mãe. 


Dali a pouco Shiva retornou da floresta e tentou entrar na casa, Ganesha parou o Deus.

Shiva se enfureceu com aquele garotinho estranho que tentava desafiá-lo. Ele disse a Ganesha que  era o esposo de Parvati e poderia entrar. 
Mas Ganesha não obedecia a ninguém que não fosse sua querida mãe.

Shiva perdeu a paciência e teve uma feroz batalha com Ganesha. No fim,  decepou a cabeça de Ganesha com seu Trishula (tridente). Quando Parvati saiu e viu o corpo sem vida de seu filho, ela ficou triste e com muita raiva. Ela ordenou que Shiva devolvesse a vida de Ganesha imediatamente. Mas, infortunadamente, o Trishula de Shiva foi tão poderoso que jogou a cabeça de Ganesha muito longe. 


Todas as tentativas de encontrar a cabeça foram em vão. Como último recurso, Shiva foi pedir ajuda para Brahma que sugeriu que ele substituísse a cabeça de Ganesha pela do primeiro ser vivo que aparecesse em seu caminho com sua cabeça na direção Norte. Shiva então mandou seu exército celestial (Gana) para encontrar e tomar a cabeça de qualquer criatura que encontrarem dormindo com a cabeça na direção norte. Eles encontraram um elefante moribundo que dormia desta maneirae, após sua morte, tomaram sua cabeça e a colocaram no corpo de Ganesha trazendo-o de volta à vida. Dali em diante ele passou a ser chamado de Ganapathi, ou o chefe do exército celestial, que devia ser adorado antes de iniciar qualquer atividade.

O respeito de Ganesha por seus pais


Uma vez ocorreu uma competição entre Ganesha e seu irmão Kartikeya para saber quem conseguiria dar a volta aos três mundos mais rápido, e então ganhar o fruto do conhecimento. Karthikeya foi em uma jornada pelos três mundos, enquanto  Ganesha apenas andou ao redor de seus pais. Quando perguntado por que fez isso,  respondeu que para ele seus pais representam todos os três mundos, e então lhe foi dado  o fruto do conhecimento.

Devoção à Sua Mãe

Uma vez, enquanto brincava, Ganesha machucou uma gata. Quando ele voltou pra casa ele encontrou uma ferida no corpo de sua mãe. Ele perguntou como ela se machucou. Parvati, sua mãe, respondeu que isso foi causado pelo próprio Ganesha! Surpreso Ganesha quis saber quando ele a machucou. Parvati respondeu que Ela como o divino poder está imanente em todos os seres. Quando ele machucou a gata, machucava a sua mãe também. Ganesha percebeu que todas as mulheres são realmente as manifestações de sua Mãe. Deciciu não casar e permaneceu um brahmachari, um celibatário, seguindo as regras estritas do Brahmacharya. Porém, em algumas imagens e escrituras Ganesha é frequentemente relatado como casado com as duas filhas de Brahma: Buddhi (intelecto) e Siddhi (poder espiritual).

fonte de pesquisa: Livro Xamanismo Ancestral ( Akaie Sramana), Indiana Brasil e wikipédia.

Animais de Poder: Conheça os Significados de Cada Um




Cada pessoa pode ter afinidade com um ou mais animais de poder, sendo que cada um está ligado a aspectos diferentes.
Dentro do Xamanismo, a figura do Animal de Poder tem uma conotação muito importante e profunda.
Saiba um pouco mais sobre essa culura espiritual ancestral do Xamanismo.

Conheça os animais de poder!

ABELHA:

Comunicação, trabalho árduo com harmonia, néctar da vida, organização. Expressa a necessidade de melhorar sua comunicação com o plano sutil, com a riqueza material, com a fartura. É preciso procurar mais as coisas do espírito, deixando um pouquinho a sua maneira obsessiva de organização.

ÁGUIA:

A iluminação, a visão interior, invocada para poderes xamânicos, coragem, elevação do espírito a grandes alturas; é o símbolo do espírito. A águia nos ajuda a ver a vida num contexto mais amplo, permitindo-nos tomar decisões e definir metas com clareza e objetividade. Um dos símbolos mais bonitos dessa poderosa ave é fornecido pelos índios pueblos. Eles acreditam que a águia veio dos céus. Com habilidade para passar por uma espiral através de um buraco no firmamento, ela veio de seu lar, o Sol. Ela nos mostra que devemos planar acima dos acontecimentos mundanos, vendo tudo de cima; nos auxilia a abandonar os aspectos superficiais e ver realmente o tamanho que as coisas possuem.
Para os xamãs, a águia é sempre um aviso de iniciação ou uma jornada espiritual, representa uma grande mudança na vida. As penas da águia são consideradas o mais sagrado instrumento de cura. Elas têm sido usadas durante séculos por xamãs para purificar as auras dos pacientes vindos a eles para se curar.
Se a águia majestosamente planou nas visões, você está sendo colocado na notificação para ligar-se ao elemento ar. O ar é do plano mental e neste instante é a mente superior. Sabedoria vem em formas estranhas e curiosas e é sempre relacionada à força criativa do Grande Espírito.

ALCE:

O alce americano, ou caribú para os xamãs, manda fazer cursos, estudar mais e reavaliar com antecedência o seu futuro, premeditar. Usar mais a auto-estima, defendendo-se das invejas e ofensas com sabedoria. Resistência, auto-confiança, competição, abundância, responsabilidade.

ANTÍLOPE:

A medicina do antílope é o conhecimento do círculo da vida. Conhecendo a morte, o antílope pode realmente viver. Ação é a chave e essência do viver. Se você se sente bloqueado, chame a medicina do antílope. O antílope fala faça agora, não espere mais. Tome coragem e pule, seu senso de ritmo está perfeito. O antílope significa ação inteligente.
ARANHA:

A mensagem mais importante da aranha é que você é um ser infinito que continuará a tecer os modelos da vida e vivendo inteiramente o tempo. Foi o primeiro ser vivo que desenhou a mandala. É o símbolo da criatividade e das artes em geral. Traz prosperidade em tudo o que faz. Criatividade, a teia da vida, manifestação da magia de tecer nossos sonhos.

ASNO:

Agradeça à Deus por tudo, não reclame da vida e dos fardos que carrega. Afinal você os escolheu... Aprenda sozinho a se livrar deles. Saiba que a porta da entrada é a mesma da saída. Cuide mais do seu comportamento, ande no seu caminho e vá à luta. Não estacione e pare de transferir carmas para si mesmo.
BALEIA:

As baleias carregam todos os registros da Mãe Terra e da Mãe Água. Pede para se preocupar mais com o interno do que com o externo. Ela emite sons que equilibram o corpo emocional; simboliza: origens. 

BEIJA-FLOR:




Os beija-flores parecem ter a vibração mais alta e suave da Natureza. São as únicas aves que voam em qualquer direção, para cima, para baixo, para trás e para os lados. Devido à rapidez com que batem as asas, parecem aos nossos olhos estar completamente imóvel no ar. O beija-flor nos estimula a encontrar a doçura e a alegria de cada situação. Se o beija-flor tem voado nas suas visões, prepare-se para rir musicalmente e apreciar muitos presentes do Criador. Mensageiro da cura, amor romântico, claridade, graça, sorte, suavidade, alegria e entusiasmo.
BORBOLETA:

A borboleta nos ensina a perceber todas as etapas necessárias a uma verdadeira transformação, interna ou externa.
Ela passa por vários estágios, de ovo para larva, desta para casulo. E finalmente nasce. Com isso, ela nos ensina que os estágios são importantes, indispensáveis, para que não se pule de fase sem a devida atenção ao que está sendo feito. Devemos ter sempre clara a idéia de eterno ciclo de autotransformação. Clareza mental, novas etapas, liberdade.


BOI:

Lute honestamente pelo que é seu e saiba que na vida nada se compra, as coisas devem ser conquistadas. O boi alerta que deve parar com teimosias, precisa movimentar seu corpo, não esperando que os outros façam tudo por você. Durma menos, movimente-se e medite.


BÚFALO:

Os xamãs e índios norte-americanos chamam-no de totanka. 
Considerado como guardião dos segredos, sabedoria ancestral, tolerante, procura a paz e defende sua prole. Muitos animais são sagrados, mais para a maioria das tribos indígenas o búfalo é o mais sagrado entre eles. Sempre foi reverenciado como símbolo da abundância, o que nos lembra das preces de agradecimento ao Alto por tudo o que temos nesta vida. Pois o sinal que o búfalo nos dá é de que nada se consegue aqui sem a ajuda do Criador de todas as coisas e de que precisamos nos sentir humildes em sua expressão mais profunda para aceitar e receber a fartura. Sabedoria ancestral, esperança, espiritualidade, preces, paz, tolerância.

CABRA:

Nutrição do corpo e da alma, sabedoria para achar seu alimento corporal e espiritual. Pare de ficar dando cabeçadas nas pedras ou paredes, pois são duras. A cabra ensina que você pode despertar sua mente com exercícios de respiração e meditação. Determinação para atingir o topo da montanha, brincadeiras.
CACHORRO:

A primeira coisa que nos vem à mente ao ver um cachorro é o que ele melhor simboliza: a lealdade. E isso nos faz pensar em como estamos fluindo na vida nesse aspecto. Estamos sendo leais a nós mesmos, a nossos ideais e valores? Estamos trabalhando em equipe, com lealdade a seus propósitos?
Se o cachorro apanhou ou levou uma bronca, ele ainda retorna amoroso para a pessoa que foi a fonte do seu maltrato. Isto não advém de ser estúpido, mas de uma profunda e compassiva compreensão dos defeitos humanos. É como se houvesse um espírito tolerante habitando no coração de cada canino que requer somente estar de serviço. Lealdade, habilidade para amar incondicionalmente, estar a serviço. 
CAMELO:

Quebre um pouquinho sua auto-resistência e se sentirá mais vivo e feliz. O camelo é tolerante, calmo, trabalhador incansável e grande amigo da rotina. Conservação, resistência, tolerância.

CANGURÚ:

Você terá uma satisfação enorme, sentirá sua utilidade e entenderá sua missão. Dedique-se a serviços voluntários, principalmente no trabalho com criança. Tem muita coragem para seguirem frente nos momentos de fraqueza. Proteção maternal. 

CAPIVARA:

O mesmo que o javali, porém com manias de perseguição. Trabalhe o medo, parando de levar sustos por quaisquer coisinhas ou barulhinhos no seu ambiente.

CARNEIROS:

Pare de confiar nos outros e fique mais atento, olhe para os lados e tente diagnosticar os perigos, antes que caia nas armadilhas dos lobos. Pureza, inocência, mansidão, o carneiro ajuda a levar ao encontro dos sonhos. 

CASTOR:

O castor é o executor do reino animal. Ele nos dá a grande lição do fazer, assim como nos ajuda a incorporar um forte senso de família e de lar. Com o castor, aprendemos como construir nossa vida com segurança, alegria, estratégia e equilíbrio. Na construção do seu lar, o castor sempre deixa para si muitas rotas alternativas de fuga. Na prática é uma lição a todos nós, para não ficarmos num beco sem saída. 

CAVALO:

Os índios americanos diziam: Roubar cavalos é roubar poder! Esse sempre foi o símbolo maior com que se representou o cavalo nas culturas antigas, o poder. O verdadeiro poder é a sabedoria achada na lembrança da sua jornada inteira. A sabedoria vem de lembrar caminhos que você tem andado nos sapatos de outra pessoa. Poder interior, liberdade de espírito, viagem xamânica, força, clarividência. 


CAVALO ALADO:
Desejo de elevação, transmutação, beleza, viagem astral, novas aventuras, mistério, fascínio.

CENTAURO:

Você agora já está pronta às curas, porém continue sendo humilde. Cuidado com a boca, com a pressa e os exageros. Vá devagar. Instinto animal, ligação homem-animal, anarquia, sexualidade, fertilidade, conhecimentos de cura (Quiron).
CISNE:

A medicina do cisne nos ensina a ser uno com os planos da consciência e confiar na proteção do espírito grande. Se você viu o cisne, ele conduz em tempos de estados alterados de consciência e de desenvolvimento das suas capacidades intuitivas. Graça, leveza, ver o futuro, fidelidade, vida, paz, tranqüilidade, poderes intuitivos e felicidade. 
COALA E PREGUIÇA:
Dedique-se mais aos estudos, você tem uma grande bagagem a ser despertada. Então a use para seu próprio benefício, aperte o passo. 

COBRA OU SERPENTES: 
A cobra sabe que terá de trocar de pele e se deixar transmutar, aceitando o que lhe acontece de novo. Simplesmente vamos mudando, assimilando idéias e inspirações. Quando notamos, não somos mais os mesmos. A serpente traz a força para nos adaptarmos a novas mudanças de vida. A força da medicina da cobra e a força da criação englobam a sexualidade, a energia psíquica, a alquimia, a reprodução e a imortalidade. Regeneração, sabedoria, sensualidade, cura e psiquismo.
COIOTE:

O coiote sempre chama quando as coisas ficam sérias demais. Na tradição indígena, simboliza a capacidade de ver a si mesmo com distanciamento irônico. Ele nos anima a renovar a inocência, mesmo em meio ao caos da vida cotidiana. A acordar a sábia criança interior e responder ao mundo como ela o faria. Se você o tem visualizado, você pode ter certeza de que algum tipo de medicina está a caminho, pode ser para seu agrado ou não. Qualquer que seja, boa ou ruim, pode ter certeza de que fará você rir, mesmo que dolorosamente. Você também pode ter certeza de que o coiote ensinará uma boa lição a você sobre você mesmo. Malícia, artifício, criança interior, adaptabilidade, confiança, humor. 
COELHO OU LEBRE:

Considerado pelos povos indígenas o símbolo do sustento para o reino animal, o coelho também representa a inocência, fertilidade, medo, abundância, crescimento e agilidade.




CONDOR:Idem a águia, é um dos filhos do sol no Peru, representa o Mundo Superior. Pare de voar tão alto, mude, voe para mais longe, saia da rotina, não tenha medo das mudanças, proteja sua vida. Enquanto as águias voam mais alto e circulam na terra, procriando sua espécie em vários lugares, o condor não sai do seu habitat, que é a Cordilheira dos Andes.








CORUJA:

A medicina da coruja é simbolicamente associada com clarividência, projeção astral e magia. Ela pode ver o que não vemos, e isso é a essência da verdadeira sabedoria. A coruja é chamada de águia noturna em muitas rodas medicinais. Tradicionalmente, a coruja senta no leste, o lugar da iluminação. A coruja pode trazer mensagens para você à noite, através dos sonhos ou meditação. Habilidades ocultas, ver na escuridão, a vigília, a sombra, sabedoria antiga.

CORVO:

O corvo vive no vazio e não tem noção do tempo. Os antigos chefes contam que o corvo enxerga simultaneamente os três destinos passado, presente e futuro. O corvo imerge em luz e sombra, enxergando ambas as realidades internas e externas. Se o corvo aparece nas suas visões, você vê as leis do grande espírito em relação às leis da humanidade. O caminho primordial do verdadeiro corvo fala em ser atento às suas opiniões e ações. Esteja disposto a colocar em ação o que você fala, fale sua verdade, saiba sua missão na vida, e equilibre o passado, presente e futuro no agora. Mude a forma daquela realidade velha e torne-se seu futuro próprio. Guardião da magia, mistério, predições, mensageiro, dualidade, assistência.

DRAGÃO:

Pode trabalhar tanto a densidade como a sutileza. Se usar para o mal, um dia ele te queima e te abandona, afastando da sua vida todos os animais de poder, ficando totalmente sem proteção. Toda escuridão vai tomar conta e você pode virar um doente mental. Potência e força viril, proteção, kundalini, calor, mensageiro da felicidade, senhor da chuva, fecundação, força vital.

ELEFANTE:

Precisa mudar a rotina e parar de ficar andando sempre no mesmo caminho, acumule no seu trabalho outros conhecimentos. O elefante vai na frente, derrubando todos os obstáculos, para você passar sem medo. Simboliza a longevidade, inteligência, memória ancestral, ancestrais enterrados.


ELEFANTE BRANCO:


Associe ao xamanismo e ao trabalho de cura búdico, como Reiki, Acupuntura, Medicina e todos os conhecimentos dos mestres do Oriente. Força, bondade, escolha de caminhos, ligações extraterrestres, mistério. 
ESQUILO:

O esquilo ensina você a planejar para frente, para o inverno quando as árvores estão despidas e as nozes há tempo desapareceram. A principal lição que o esquilo nos dá é guardar e estocar energia para o tempo em que dela precisarmos. Ele nos ensina a reservar algo para usar no futuro e a empregar, de maneira adequada, o tempo e a energia. Divertimento, planos futuros, reunião, observar o óbvio. 
ESTURJÃO:

Procure ser mais determinado nos seus objetivos. Perca o medo do rio, aprenda a nadar contra as correntezas, não ande nos cantos dos rios, pois poderá acabar virando presa de águias e ursos. Determinação, sexualidade, consistência, profundidade, ensinamento.

FALCÃO:

É o mensageiro da vida e dos sonhos. Ao vermos um falcão voando em círculos, é aviso que estamos prontos para trilhar as jornadas xamânicas. É o grande espírito mandando mensagens para serem decifradas ou transcodificadas. Precisão, preces ao Universo, mensageiro, olhar em volta, abertura, observar à distância, oportunidades. 
FÊNIX:

Renascimento, fascínio, animal do Sol, imortalidade da alma, elevação, purificação.

FORMIGA:

A medicina da formiga é a estratégia da paciência. A formiga é construtora como o castor, agressiva como o texugo, tem resistência como o alce, tem escrutínio como o rato, e se sacrifica como o peru. Têm consciência de que sozinhas não são nada, mas, embora muito pequenas, junto com sua comunidade podem exercer força poderosíssima. É o sucesso por meio do esforço. Comunidade perfeita, paciência, trabalho duro, força, resistência, agressividade, exame cuidadoso.
GAIVOTA:

Busque resultados e caminhos fáceis, mudando as limitações criadas por você mesmo. Você precisa de mais liberdade para se sentir livre, sentir a vida. Pare de ficar se cobrando, acabe com o excesso de responsabilidades, premedite mais o seu futuro, faça análise e solte-se. Você nasceu para voar, ser livre e não ficar aprisionada num só território. Liberdade.

GAMBÁ:

A maior forma de proteção do gambá é de brincar de morto. Fazendo isto o gambá confunde muitos predadores que acabam achando que o jogo terminou. Muitas vezes, o rival confundido vai embora ou olha para uma outra direção por um instante, aí o gambá corre para um lugar seguro. O odor da morte é expelido a seu desejo, acrescentando a jogada de mestre, que manda os inimigos por atalhos confusos. A medicina do gambá usa muita estratégia.

GANSO:

Paternal e maternal, trabalhe seus medos, suas raivas e combata o lado histérico. Jogue fora suas preocupações ou bobagens. Aquilo que não lhe pertence, devolva aos canais de origem.

GATO:

O gato traz grande entendimento e segredos dos mistérios. Tem a terceira visão aberta e grande capacidade para ver tudo o que as outras pessoas não vêem. É dotado de grandes poderes mágicos, densos e sutis. Entendimento sobre mistérios, poderes mágicos, sensualidade, independência, visões místicas, limpeza. 
GALO:

Não compre brigas à toa. Viva a vida e deixe que os outros também vivam. O galo simboliza a sexualidade, altivez, proteção e lutas. 
GAVIÃO:

Os antigos reconheceram este pássaro magnífico de rapina como mensageiro trazendo notícias para suas Andanças Terrestres, o Bom Caminho Vermelho, do mundo dos avós que viveram antes dele. A medicina do gavião ensina você a ser observador, a olhar seus arredores. Observe o óbvio em tudo que você faz. A vida está mandando sinais para você. A vida é a iniciação. O que está sendo solicitado é uma habilidade intuitiva para perceber a mensagem transportada dentro do grito do gavião. A agudeza do chamado do gavião penetra o estado de inconsciência e pede para você buscar a verdade.

GIRAFA:

A medicina da girafa ensina que você precisa esquecer um pouquinho da terra e ver mais as visões do céu. Ensinando que você deve ser uma pessoa mais intuitiva, calma e para receber as inspirações elevadas. A girafa traz a calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura. 


GOLFINHO:

O golfinho é o guardião da respiração sagrada da vida e nos ensina como soltar as emoções através da respiração. Ouvir nossos sons internos e entendê-los é parte do que o golfinho pode nos ensinar. Imite o golfinho e ande nas ondas do riso, espalhando alegria no mundo. Pureza, iluminação do ser, telepatia, alegria, sabedoria, amor, harmonia, comunicação.
GORILA:

Para um xamã, o gorila é o guardião da terra, portanto sua medicina ensina a usar mais sua sabedoria e praticar sua inteligência. Ande mais longe, movimente suas pernas, faça ginástica, saia da lentidão. Sabedoria, inteligência, adaptabilidade, guardião da terra, habilidade.

GRALHA AZUL:
Cuidado com a sua magia mental, saiba usar a força de sua mente, pois no final tudo volta para si mesmo. Seja mais atento e mais organizado, assim saberá onde escondeu suas sementes.

GUAXINIM:

Os guaxinins são fascinados por água e gostam de lavar todo alimento antes de ingeri-lo. Com essa limpeza, aumentam sua sensibilidade à comida. Isso nos lembra que devemos limpar e filtrar o que engolimos, sem aceitar tudo como nos vem e sem nos intoxicarmos com o que nos dizem. Bom humor, limpeza, sobrevivência, tenacidade, inteligência, folia.

HIPOPÓTAMO:

Você precisa celebrar mais com a água, pois ela refrigera alma e seus nervos. Ver este animal é também um aviso de que estão começando a serem trabalhados os seus sentidos. Portanto não tenha medo. Solte-se e esteja pronto para essas aventuras. Desenvolvimento psíquico, intuição, ligação água-terra, aterramento.
JACARÉ:

Jacarés e crocodilos tiveram ao longo dos tempos uma simbologia mista. Ao mesmo tempo, por causa de sua associação com a lama, ligavam-se ao símbolo da fertilidade e do poder, já que a lama é mistura de água e terra, o que propõe uma nova vida a crescer. A idéia inerente a isso é que não pode existir morte sem vida ou vida sem morte. Seus olhos estão no alto da cabeça, ajudando-os a se manter relativamente escondidos pela água enquanto procuram suas presas. Trata-se de outro símbolo de uma visão superior e de enxergar outros planos. Instinto de sobrevivência, o inconsciente profundo, o caos que precede a criação.


JAGUAR:

O jaguar é o mensageiro entre a alma e as águas da consciência. A busca em profundas águas da consciência, mensageiro, interação entre mente e alma. 
JAVALI:

A medicina do javali ensina a trabalhar o chacra laríngeo. Comunicação entre pares, expressividade, inteligência. 
LAGARTO:

O lagarto é a medicina dos sonhadores. O lagarto pode estar dizendo para prestar atenção nos seus sonhos e símbolos. Faça um diário de sonhos e escreva todos que você lembra. A medicina do lagarto é o lado sombrio da realidade onde seus sonhos são revistados antes de você decidir manifestá-los fisicamente. Otimismo, adaptabilidade, regeneração, sonhos, renovação, transformação.
LEÃO:

É o Rei dos animais. Espírito de luta, garra, poder, força, majestade, prosperidade, nobreza, coragem, saúde, liderança, segurança, auto-cofiança.
LEOPARDO:

Segundo a lenda dos xamãs, o leopardo, as onças e jaguatiricas ficam rondando-os nas curas, para não deixar os espíritos intrusos, retirados pelo mesmo, voltarem para o corpo do doente. Quando ele o visita em suas visões é sinal de que está recebendo muita proteção espiritual pra não se perder ou desistir do caminho. Portanto continue nas suas buscas. Conhecimento do subconsciente, compreender aspectos sombrios, rapidez.
LINCE:








LIBÉLULA:

A libélula traz grande poder de comunicação com o mundo elementar. Nos amores, vivem grandes ilusões, ou vice-versa. Quer tudo muito rápido, começa projetos e não os termina. Seja mais perseverante em seus objetivos! Você é filho dos ventos, então esteja preparado para as mudanças que virão. A libélula simboliza a ilusão, ventos da mudança, comunicação, com o mundo elementar.
Dizem que quando você quer descobrir um segredo, deve perguntar à medicina do lince. Infelizmente é difícil fazer com que o lince calado fale. Para ser enfrentado pela força medicinal do lince significa que você não sabe algo sobre si ou sobre os outros. O lince é o preservador de segredos de sistemas mágicos perdidos e conhecimento oculto. Ele tem a habilidade de se mover através do tempo e do espaço e aprofundar-se no Grande Silêncio para desemaranhar qualquer mistério. O lince não é guardião dos segredos, mas o conhecedor destes. Segredos, tradição, conhecimento oculto, ouvir para o crescimento.
LOBO:

Para os povos indígenas, o lobo é o mais fiel dos guias animais, o símbolo do professor da tribo, encorajando-nos a enfrentar novas idéias e projetos. O lobo é um explorador de rotas, precursor de novas idéias que volta para tribo para ensinar e compartilhar a medicina. O senso do lobo é muito aguçado e a lua é sua aliada de força. A Lua é símbolo da energia psíquica ou o inconsciente que segura os segredos do conhecimento e da sabedoria. Banhando-se na lua pode indicar o desejo do lobo para ligar idéias novas que estão embaixo da superfície da consciência. A medicina do lobo permite o professor dentro de nós todos aparecer e ajudar os filhos da Terra a compreender o grande mistério da vida. Amor, relacionamentos saudáveis, fidelidade, generosidade, ensinamento.
MACACO:

Cuidado com os pulos mal premeditados ou errados. Você tem o papel de ajudar na comunicação e segurar o céu, para que as estrelas não caiam. Inteligência, bom humor, alegria, agilidade, generosidade, ensinamento. 
MORCEGO:

Tem o poder de ver a coisas ocultas, mesmo na escuridão ou com os olhos fechados. Pendurado de cabeça para baixo, ele simboliza o aprender a transpor seu eu interior para um recém nascido. Essa também é a posição que os bebês assumem quando vêm ao mundo através do ventre da mulher. Pode significar largar velhos hábitos e assumir uma posição na vida que prepara seu renascimento ou em alguns casos, a iniciação. Em todos os casos, o morcego sinaliza renascimento em alguma área de você mesmo ou a morte de velhos padrões. Renascimento, iniciação, reencarnação, habilidades mágicas.
ONÇA-PINTADA:

A onça é um animal que pode ao mesmo tempo nos assustar e evocar imenso respeito. É inteligente, ágil, esperta, e tem a mesma função do leopardo: ajuda os xamãs nas curas. Espreita, proteção de espaço, silêncio, observação. Precisão.
PANTERA NEGRA:
A pantera negra fica rondando em círculos o curador xamã para devorar o espírito causador da dor. Logo que o xamã o expurga, ele não consegue ultrapassar o círculo da pantera, que o devora como seu alimento. Mistério, sensualidade, sexualidade, beleza, sedução, força, flexibilidade.



PANTERA BRANCA (ALBINA):
O mesmo conceito que o da Pantera Negra, só que representa o símbolo da coragem e intuição xamânica. É muito ágil e traz vitórias em qualquer situação. Porém, ela avisa: tudo tem começo, meio e fim. Não se alimenta do espírito intruso, mas circula o xamã guardando sua presa para quando chegar a pantera negra, não deixando o espírito escapar do círculo. Ela é o aviso dos mistérios das transformações que vão ocorrer na mente e na vida das pessoas. A pantera branca trabalha com as doenças do intelecto. Sua missão é trabalhar o medo das pessoas, ensinando o indivíduo a desligar-se dos outros e voltar para si mesmo.

PAPAGAIO:

A primeira coisa que nos ocorre quando pensamos nos papagaios é sua capacidade de imitação. Eles refletem tudo o que existe à volta deles, tons de voz, ruídos, gargalhadas. A energia do papagaio é como um grande espelho universal, e este não mente, apenas reflete o que existe fora dele. 
PAVÃO:

Proteção psíquica, coragem, boa sorte, serenidade, chuva, beleza, graça. Pare de se sacrificar por quem não te merece, ou não merece o seu sacrifício.
PAVÃO BRANCO:
Despertar da sensibilidade. Momentos de paz e tranqüilidade. Porém, pare de ficar se cobrando, saia da acomodação e vá procurar auto-ajuda ou um analista. Isto irá lhe fazer bem, pois você precisa valorizar-se. 
PERU:

A medicina do peru ensina a ser voluntário, a fazer caridade. Jogar fora o orgulho que não serve para nada a não ser para atrapalhar sua vida material. Procure ser mais realista, puro e verdadeiro com você mesmo. Jogue fora as fantasias tolas, e não se irrite com os sons, pois às vezes nos servem de alerta, ensinando-nos a despertar para a vida. Dar e receber, transcendência, dádivas, celebração. 
PORCO-ESPINHO:

Nas lendas, o porco-espinho exibe muitas qualidades das quais a principal é o poder da fé e da crença, ou seja, a capacidade de mover montanhas, de acreditar numa força maior, que nos faz fluir com os movimentos de nossa vida, e confiar que só o que for melhor para nosso crescimento virá ao nosso encontro. Fé, confiança, inspiração para realizações, dentro da essência.

PUMA:

A medicina do puma envolve lições sobre o uso da força na liderança. É a habilidade de liderar sem insistir que os outros o sigam. A responsabilidade não é nada mais que a habilidade para responder a qualquer situação. O pânico não faz parte desta medicina. Força, iniciativa, mistério, silêncio, sobrevivência, velocidade, graça, liderança, coragem.
PICA-PAU:

Este animal está ligado ao grande espírito do trovão, controla as pragas e principalmente as formigas e os cupins da alma. Invocado para chuva, regeneração, limpeza, comunicação, proteção. Seu som ao picar a árvore é ligado com os espíritos do trovão, é considerado filho do trovão.

PINGÜIM:

Está mais relacionado com os xamãs do Pólo Norte e Sul. Viver em comunidade, fidelidade, lealdade nos romances.

POMBA BRANCA:
No cristianismo simboliza o Espírito Santo, paz, comunicação, integração, mensagem. Você atingirá todas as suas metas espirituais; sorte e felicidade chegando. Paz, luz, pureza, sacrifício, notícias felizes, puras, restabelecimento da saúde. Marrons: Precisa trabalhar o perdão.
Cinzas: Precisa trabalhar a mente doentia. Negras: Notícias mórbidas.
PORCO:

Você precisa escapar mais das quatro paredes, levantar a antena, olhar para as pessoas e perceber suas intenções. Ou abandona essas paredes, ou acabará conversando com elas. Cuide bem da sua saúde e do seu coração. 
RAPOSA:

Ela é rastreadora dos caminhos da cura física externa. Tem a sensibilidade aguçada e mente bastante intuitiva.
A medicina da raposa envolve adaptabilidade, astúcia, observação, inteligência e rapidez nos pensamentos e ações. Estes traços podem incluir também o poder de decidir rapidamente e de ter o pé no chão no mundo dos vivos. A medicina da raposa ensina a arte da unidade através da sua compreensão, de camuflagem. Ninguém pode adivinhar o poder astuto atrás de tais manobras engenhosas. Habilidade, esperteza, camuflagem, observação, integração, astúcia.

RATO:

O rato é uma medicina poderosa para se ter nos dias modernos. Coisas que podem parecer insignificantes para uns, toma importância enorme para o rato. As pessoas com a medicina do rato contrariam muitos tipos de medicina porque aparentam ser minuciosos demais. Eles são fixados em metodologia. Versatilidade, alerta, introspecção, percepção, satisfação, aceitação.

SALMÃO:

Força, perseverança, nadar contra a maré, determinação, coragem.
SAPO:

O sapo representa a luz da noite, é o limpador dos rios, come as larvas e os mosquitos. Evolução, limpeza, transformação, mistério, humor, ligado à chuva. 
SÁTIRO:

Libertinagem, divertimento, impulso sexual, instintos, fantasias.

TARTARUGA:

Nos ensinamentos nativos americanos, a tartaruga é o símbolo mais velho do planeta Terra. É a personificação da deusa da energia e a Mãe eterna na qual nossa vida evolui. A tartaruga é considerada para o xamã como sendo o chão ou piso da Mãe Terra. Ela, com sua lentidão e grossa carapaça, nos ensina como podemos nos proteger. E também a não nos magoarmos com facilidade com os dardos venenosos projetados pelos outros. Como ela, devemos nos conectar firmemente com a Mãe Terra, nutrindo-nos para estar firmemente centrados em nosso ritmo e metas. Ela usa a água e a terra, suas duas moradas, para nos ensinar a fluir com harmonia nas situações, estando ao mesmo tempo firmemente ancorados na realidade. Dar chão, estabilidade, organização, longevidade, honra, paciência, resistência, proteção, experiência, sabedoria, Mãe Terra. 
TATU:

O tatu já vem vertido com uma armadura nas costas. Os limites de segurança fazem parte de seu ser. Ele também pode rolar como uma bola e nunca se deixar penetrar pelo inimigo. Ele representa a couraça da Mãe Terra, o guardião dos segredos dela. É o escudo de defesa que colocamos à nossa frente, contra tudo e todos. Limites, nos dá a armadura, limites emocionais, protege a saúde. 
TEXUGO:

Agressividade, coragem, formar alianças, persistência, agir em crise.

TIGRE:

O Tigre evoca, de forma geral, as idéias de poder e ferocidade; o que só comporta sinais negativos. É um animal caçador, e nisso, um símbolo da casta guerreira. O tigre devora as influencias maléficas. Símbolo de aproximação lenta, preparação cuidadosa, aproveitar oportunidades.

TOURO:

Fertilidade, sexualidade, poder, liderança, proteção, potência.
UNICÓRNIO:

Ele está ligado a todos os dons das artes, à psicografia, à pureza e elevação da alma. O unicórnio é a integração divina com o grande espírito do céu e da terra. Está ligado com um anjo da pintura chamado Pétrus, que abre o portal do arco-íris, para que todos possam, através das tintas e das cores, expressar o amor à natureza. Rapidez, mansidão, pureza, salvação, espiritualidade, inofensivo, seu único corno simboliza que ele e o Pai são UM.
URSO
 O urso entra numa caverna e hiberna, digerindo as experiências que vivenciou. Ele se reconecta com a Mãe Terra, numa introspecção intensa, para depois ressurgir na primavera da alma, num renascimento, quando tudo está brotando novamente. Nesse período nada do que está lá fora importa, apenas o refazimento, o ato de pensar sobre as atitudes tomadas, acreditando que as respostas estão dentro de nós mesmos.Introspecção, intuição, cura física, consciência, ensinamentos, curiosidade.

URSO BRANCO
 Símbolo da força de todos os animais de poder. Significa abertura e chegada de felicidade no corpo e na alma. Tem visão profunda, enxerga a grandes distâncias no gelo.

URSO PANDA
A medicina do urso panda ensina a ficar mais atento aos perigos, a não se influenciar por aqueles que dizem ser nossos grandes amigos, pois sempre há uma intenção e o tempo mostrará isso. Ensina a cuidar bem dos segredos.

URSO PARDO
 O urso pardo é o rastreador dos remédios e raízes da floresta. Ele ajuda o xamã a encontrar o remédio certo para a cura.

URUBU
 A mensagem do Urubu é de purificação, limpeza profunda. Está ligado ao fogo ou Sol em várias culturas, assim como os xamãs ele usa as energias da terra ao seu favor. Simboliza a vida e a morte, dons proféticos e mistérios.

VAGA-LUME
 A medicina do vaga-lume avisa que nem tudo está perdido. Há uma luz te esperando no fim do túnel e você não está sozinho. Procure acender seu interior e tudo será luz. Iluminação, entendimento, força de vida, luz e escuridão, maravilhas.

 VEADO
 O veado pede para não sermos amargos na vida. Aprenda e assimile os ensinamentos com os sábios xamãs. Aprenda a viver mais solto e a celebrar a vida com a natureza. Delicadeza, sensitividade, graça, alerta, adaptabilidade, conexão coração e espírito, gentileza.


Despertar a Dimensão Xamânica


A categoria sustentabilidade, tomada em seu sentido amplo e não apenas reduzida ao desenvolvimento, significa toda a ação que visa a manter os seres na existência porque tem direito de coexistir conosco e só a partir desta convivência utilizamos com sobriedade e respeito uma porção deles para atender nossas necessidades e preservando-os também para as futuras gerações. Dentro deste conceito cabe também o universo. Sabemos hoje pela nova cosmologia que somos feitos de pó das estrelas e somos sustentados e atravessados pela inominável Energia de Fundo que tudo alimenta e que se desdobra nas quatro forças – a gravitacional, a eletromagnética, a nuclear fraca e forte – que, agindo sempre juntas, nos mantém assim como somos.
Como seres conscientes e inteligentes temos o nosso lugar e nossa função dentro do processo cosmogênico. Se não somos o centro de tudo, seguramente, somos uma daquelas pontas avançadas pelas quais o universo se volta sobre si mesmo, vale dizer, se torna consciente. O princípio andrópico fraco nos concede dizer que para sermos o que somos, todos as energias e processos da evolução se organizaram de forma tão articulada e sutil que permitiram o nosso surgimento, caso contrário não estaria aqui escrevendo agora.
Através de nós, o universo e a Terra se veem e se contemplam a si mesmos. A vista surgiu há 600 milhões de anos. Até lá a Terra era cega. O céu profundo e estrelado, as cataratas do Iguaçu, onde escrevo agora, o verdor das florestas, aqui ao lado, não podiam ser vistos. Pela nossa vista a Terra e o universo podem ver toda essa indescritível beleza.
Os povos originários, dos andinos aos samis do Ártico, se sentiam unidos ao universo, como irmãos e irmãs das estrelas, formando uma grande família cósmica. Nós perdemos esse sentimento de mútua pertença. Sentiam que forças cósmicas equilibravam o curso de todos os seres e atuavam em sua interioridade. Viver consoante estas energias universais era levar uma vida sustentável, serena e cheia de sentido.
Sabemos pela física quântica que a consciência e o mundo material estão conectados e a maneira que um cientista escolhe para fazer a sua observação, afeta o objeto observado. Observador e objeto observado se encontram indissoluvelmente ligados. Dai que a inclusão da consciência, nas teorias científicas e na própria realidade do cosmos, é um dado já assimilado por grande parte da comunidade científica. Formamos, efetivamente, um todo complexo e diversificado.
São conhecidas as figuras dos xamãs, tão presentes no mundo antigo e que hoje estão voltando com renovado vigor como o tem mostrado o físico quântico J. Drouot em se livro O Xamã, o Físico e o Místico (Record 2002) que tive a honra de prefaciar. O xamã vive um estado de consciência singular que o faz entrar em contato íntimo com as energias cósmicas. Ele entende o chamados das montanhas, dos lagos, das florestas, dos animais e, das estrelas e dos outros. Sabe conduzir tais energias para curar e harmonizar o ser humano com o todo.
Em cada um de nós existe a dimensão xamânica, escondida dentro de nossa interioridade Essa energia xamânica nos faz silenciar diante da grandeza do mar, vibrar diante do olhar da pessoa amada e estremecer face a um recém nascido. Precisamos liberar esta dimensão em nós para entrarmos em sintonia com tudo o que nos cerca e sentirmo-nos em paz.
Talvez nossa vontade de viajar com as naves espaciais na direção do espaço cósmico, não seja o desejo arquetípico de buscar nossas origens estelares e o ímpeto de regressar ao lugar de nosso nascimento? Vários astronautas expressaram semelhantes idéias.
Pertence à noção compreensiva de sustentabilidade, esta nossa busca incontida de equilíbrio com o todo e de sentirmo-nos parte do universo. A sustentabilidade comporta valorizar este capital humano e espiritual cujo efeito é produzir em nós respeito, sentido de sacralidade diante de todas as realidades, valores que alimentam a ecologia profunda e que nos ajudam a respeitar e a viver em sintonia com a Mãe Terra. Hoje faz-se urgente essa atitude, para moderar a força destrutiva que nas últimas décadas tomou conta da humanidade.

http://leonardoboff.wordpress.com/2011/11/27/despertar-a-dimensao-xamanica/

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A Ancestralidade, o tambor e uma história


“A Ancestralidade é nossa via de identidade histórica, sem ela, não sabemos o que somos e nunca saberemos o que queremos ser”
Tambores são tão ancestrais como o próprio homem. Os primeiros tambores foram feitos na pré historia para o homem cultuar seus deuses e pelo remorso que o próprio homem tinha quando matava um animal.
Séculos e séculos se passaram e centenas de representações religiosas ou espirituais foram criadas de acordo com a cultura e cosmovisão de cada povo, de cada etnia, principalmente de acordo com os padrões sócio-econômicos da cada um.
Imagens, cerimônias, mitologias, liturgias, símbolos, tambores, chocalhos e atabaques são conseqüências das criações, não fazem mal a ninguém. São expressões da arte na religiosidade e na espiritualidade. O que faz mal é a pretensão de querer ser melhor do que os outros ou ser o dono da razão, quando existe uma grande diversidade de pensamentos entre a humanidade”, publicado na Agência de Imprensa Indígena (AIPIN), (México, 2005).
O homem pré histórico acreditava que a pele de sua caça esticada em troncos de arvores reproduzia o choro do animal morto,foi com esse grande “remorso” e a consagração da morte de sua caça que se deu os princípios da religião e a origem dos tambores.
O toque do tambor revela a arte de conectar-se com a Mãe Terra e com nosso eu interior, sintonizando nosso coração ao coração dela, e de viajar ao mundo do invisível, constatando nossa ancestralidade e todos os reinos da natureza.
O tambor está associado à direção Sul, ao elemento terra, às criaturas de 4 patas, ao arquétipo do curador e a qualidade da cura.Através dele podemos receber informações, inspirações e entendimentos.
Um exemplo de prática inspirada nas tradições nativas é a utilização do tambor. O tocar tambor não é necessariamente xamanismo, mas atingir estados alterados de consciência através dos toques do tambor é uma prática xamânica. Segundo Michael Harner, em seus estudos junto a algumas tribos, observou que atingiam o êxtase unicamente com os sons dos tambores. Inspirado nisso, temos hoje uma prática bastante utilizada no meio urbano, que é a jornada xamânica com tambor. Outros estudiosos, como Terence MacKenna, acreditam que a exploração da percepção e da consciência se deu através da utilização de plantas psicoativas, sendo este o cerne da prática xamânica.

Segundo Elza Camêu que faz parte da academia brasileira de música, em seu livro Introdução ao estudo da música Indígena Brasileira sobre a música indígena :
Em 1584 De Fernão Cardim a respeito da prática musical aborígene. relata que os aborígenes, bailam cantando, com ordem e graça, são muito estimado os cantores, tanto homens, quanto mulheres, são tão estimados os cantores que se um inimigo é feito prisioneiro e É CANTOR E INVENTOR DE TROVAS é respeitado e não são comidos ( antropofagia), AINDA INFORMA QUE DESDE PEQUENINOS OS PAIS ENSINAM PEQUENOS A BAILAR E CANTAR OS SEU FOLGUEDOS.
Gabriel Soares em 1587, os Tupinambá eram grandes músicos, relata que os músicos fazem mote de improviso a sua volta acabando no consoante do mote; um só diz a cantiga e os outros respondem com o fim do mote, os quais cantam e bailam juntamente em uma roda em a qual um tange UNS TAMBORES EM QUE NÃO DOBRAM AS PANCADAS (MARCAÇÃO DOS TEMPOS OU COMPASSOS).A mesma tribo citou o tambor; as trombetas, buzinas ..

Em relação aos Amoipira tambores feitos de água; um pau que cavam por dentro com fogo tanto até que ficam mui delgados, os quais toam muito bem.
Em 1767 o jesuíta João Daniel no geral os índios si gostam de festas, danças e bailes e possuem para isso suas flautas e tambores de pau oco e ajustado com fogo.
Das festas e danças João Daniel a primeira festa é dos tambores e gaitas, porque além de flautas acompanhada de tamboril, tem muitos outros tipos de tambores com o qual celebram suas festas; e o ofício de tocar tambor é tão nobre que só os mais velhos, o fazem assentados tocando com ambas as mãos em lugar de vaquetas.
Em 1844 o Cônego Silva Guimarães, os cânticos de amor entre os aborígenes.
Em 1908 Fritz Krauser dos Carajá e Kayapó: inventam cantos próprios, transmitindo-os aos descendentes.Usam o reco-reco e o chocalho e os cantos da dança também são passados de pai para filho.
Em 1909 Koch do tambor de pele dupla, de macaco ou veado.
Em 1914 Manizer o canto falado,e o falsete dos Bororós.

Froes Abreu os Guajajara tocando tangos e maxixes, ao som de entre outros o tambor de couro de veado, em 1927.Em 1928, Mário Mello os Carijó sabiam identificar suas tradições e o que era introduzido pelo branco, e não admitia que outros conhecessem a sua música tradicional, enquanto já dançavam o côco.
R. Karsten o uso do tambor utilizado nesses rituais era ou é comum aos grupos,chaquenhas, para conjurar espíritos malignos.
Patsy Adams, uma espécie de música entre os índios que usando certas formulas rítmicas imita o vôo do abutre, os grunhidos do anuje e ainda difundir terror, Quanto ao ritmo Luiz Heitor base da música indígena, e a maior parte das manifestações musicais prendem-se mais as danças que eram compostas de formulas repetidas, e termina dizendo que o ritmo indígena não poderia ser diferente do nosso (sic).

Os cantos de trabalho se originam no próprio cadenciar dos movimentos regulares específicos de cada tarefa, que disciplina e atenua a fadiga do trabalho.
Como desmontaram a tradição cultural aborígene: O trabalho de infiltração e desmembramento foi hábil e inteligente, era dirigido as crianças e dando-lhe nova orientação levantando barreira entre duas gerações, forçando o rompimento com as tradições do grupo, tipo, língua, costumes..
Voltando aos Tambores….
Um dos mais importantes instrumentos sonoros das culturas indígenas do Brasil por se relacionar com o lado prático, musical e religioso, desde a descoberta foram atestada a sua utilização pela população nativa;

Como originais podemos apontar os tambores de madeira, tambor de tábua, tambor de tronco escavado, feito e moldados a fogo.
Bastante conhecido é o tambor de água; que é um pequeno tambor usado na festa da Moça Nova.
Tambor catuquinaru:
É instrumento de sinalização, o tambor em si é um tronco de palmeira resistente, colocado verticalmente no solo e escavado de maneiras a abrir câmaras, nas quais são introduzidos vários materiais, como borracha, madeira, couro, mica em pó, fragmentos de ossos, areia fina, são seis as câmaras, em posição horizontal, de três em três, separadas por um espaço vazio, vertical. O instrumento é embutido numa escavação feita no chão. Aproximadamente até a metade de sua altura. A parte superior do tambor é coberta com borracha resistente; o mesmo fazem com os dois lados da fossa. Nesta também há de lascas de madeira, couro cru e resina de várias árvores. A fossa é fechada com areia grossa.
Percutem-se com uma maça cuja parte de contato, além de ser mais volumosa, ainda é coberta por camadas de borracha de couro.

Tambor de fenda:
É feito de uma tora de madeira avantajada(1m 42 X 1m23 ) escavado por meio de pedras incandescentes.
Tambor de carapaça:
É feito da carapaça da tartaruga, é instrumento cerimonial, e faz parte da festa da Moça Nova.
Tambor de cerâmica:
Entre eles o tambor d´agua, que consiste num vaso de barro tendo a abertura fechada com couro, Izikowitz considera o tambor d´agua como um velho elemento de civilização, talvez representando um dos mais antigos tambores do mundo.
Tambor de pele:
O instrumento dessa espécie é confeccionado com um cilindro de madeira leve ou mesmo pesada, curto ou afunilado, geralmente fechado de um lado só; a fixação dos materiais é feita por compressão, por meio de cipós ou mediante bastonetes.; fazem soar batendo com uma só baqueta, os velhos que assentados batucam com as mãos.
Se a maioria dos tambores de pele apresenta a fixação por meio de compressão a tribo tembé, do rio capim, usa o torno, mesma técnica usada por tribos africanas, o que parece indicar influência negra, e a influência existe, no entanto, o elemento estranho parece indicar mais interinfluência, pois se do negro o índio assimilou entre outras a confecção do tambor no caso citado, do índio a comunidade negras localizadas na área aborígene adotou todo um sistema de vida, como observou Daycy Ribeiro.
Em 1949 Izikowitz, considerando o instrumento desse tipo, opinou que, embora acusando semelhança acentuada com o tambor africano, não seria impossível que fossem peças originais, representando um derivado ou um tipo de substituição do tambor d´agua, nas regiões em que este não existia .Se certos tambores continuam como instrumento de comunicação, como os de fenda, os demais ficaram ligados aos cultos, como o de carapaça de tartaruga.
O tambor no geral tem função de acompanhar o canto e marcar a cadência das danças.
Ainda a respeito dos tambores feitos de tora de madeira, tanto existente nas tribos brasileiras, como entre populações da África e Oceania. a particularidade interessante é que há tambores de fenda semelhantes aos dos Miranha em uso pelas populações negra, indianas e oceânicas.
O tambor d água dos velhos Guaikuru, que, alias é encontrado nas duas Américas, assim como o de cerâmica, são vistos igualmente na África. O tambor de vaso, como o dos Pakaa-Nova, ainda em uso na Europa até o século XIV, existe nos países árabes ; é o darabukka.
Os tambores exerciam nas civilizações primitivas diversos papéis. Além da produção de música para rituais e festas, os tambores, devido à sua grande potência sonora, também foram usados como meios de comunicação.
Segundo o Wikipédia sobre a ancestralidade do tambor :
Os tambores são utilizados desde as mais remotas eras da humanidade. Acredita-se que os primeiros
tambores fossem troncos ocos de árvores tocados com as mãos ou galhos. Posteriormente, quando o homem aprendeu a caçar e as peles de animais passaram a ser utilizadas na fabricação roupas e outros objetos, percebeu-se que ao esticar uma pele sobre o tronco, o som produzido era mais poderoso. Pela simplicidade de construção e execução, tipos diferentes de tambores existem em praticamente todas as civilizações conhecidas. A variedade de formatos, tamanhos e elementos decorativos depende dos materiais encontrados em cada região e dizem muito sobre a cultura que os produziu.
São típicos nos cultos afro-brasileiros a dança, os tambores, os pontos cantados, o transe e a iniciação dos novatos.
Existe algumas ramificações entre o Nagô de Xambá, Nagô Vodoo, Nagô que toca Cabinda, Nagô que toca Jeje, Nagô que toca Oió. Na verdade são ramificações do nagô que algumas usam atabaques e a maioria tambor de dois lados. No projeto Raiz Cultura em Maringá acabou de chegar um irmão que justamente é ogan de Nagô, ele deve tocar em atabaque, pois a maioria dos que tocam em tambor usam o nome de Alabê ou tamboreiro. Por mais que exista uma semelhança entre os pretos-velhos de nagô, cabinda, angola eetc… ele não é da umbanda, porem se simpatiza com a umbanda e esta aqui para fazer parte da mesma,anets de poder fazer essa máteria conversei muito com ele sobre a origem do tambor,vou tentar reproduzir muitas coisas na qual aprendi com esse irmão que ajuda tanto nosso projeto..
Os tambores chegaram ao Brasil, com uma família real africana.
Os negros tem em sua origem uma Religião natural, significando o culto dos seres da natureza, ou seja ainda, o culto á terra, ar, fogo e água compreendidos todas as suas proporções, e que o “ocultismo” divide em 7 reinos, compreendendo três reinos elementais.
Dessa forma ODUDUWA (Nimrod) une-se a Olokun (Ocenao) assumindo a forma de Oba-Olokun (Rei dos Oceanos), tendo 3 filhos: Ogum, equivalente a Vulcano, senhor do ferro, fígado, agricultura- ISHEDALE, equivalente a Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas e heroínas deificadas – Okanbi, senhor do fogo, das conquistas e da justiça. Com Okanbi, começa a epopéia dos heróis Yorubanos, pois entre seus sete filhos aparece Oranian, cujo papel de implantação definitiva da cultura yorubana é inarguivel. Independentemente de ter tentado continuar a missão de seu avo ODUDUWA em sua Guerra Santa contra os de cedentes de Ismael, transformou-se na maior figura dessa cultura, a tal ponto que é o mais famoso dos 7 filhos de OKAMBI.


Para tal, repetindo a façanha de Jacó com seu irmão Esaú, torna-se detentor de todas as terras da África Ocidental, instituindo o 1° Feudo de que se tem noticia, instalando-se definitivamente em ILÉ IFÉ.Oranian afastou-se temporariamente de Ifé para juntar a antiga cidade de OYÓ, cujo trono passa a chamar-se “ILE-ALAFIN”.
Em memoria do seu pai, Okanbi, confere a este a honra “post-mortem” de ser o primeiro Alafin de Oyó, uma vez que pelo fato de ter nascido após a coroação de Okanbi foi considerado o “Aremo OYE” (1° nascimento após o trono em linha de sucessão). OranianOranian foi pai de Ajuan ou Ajaká e Olufiran ou sangô.
Com o nascimento de Ajaká e Sangô, começa propriamente a dinastia dos Oyós. reservou a si a posição de 2° Alafin de Oyo e senhor do palácio Real de Ilê Ifé (owoni ti Ilê Ifé).
Os Bantús rendem culto aos antepassados, cuja origem remontam a um grande ser estranho que existiu “só”, num tempo EM QUE AINDA NÃO EXISTIA O TEMPO (manifestação visível do universo criado) correspondendo ao mito bíblico: “no principio era o caos…” o conceito Monoteísta Yoruba, existiu um ser dotado de dois sexos, ao qual poderia gerar tudo que podemos ver ou sentir, seu criador teria o nome de (Olorum – é a causa sem causa e Obatalá – é a manifestação, deus que pode se adorar), como toda cultura por mais que se distancie em seus dogmas mesmo assim sequem a mesma linha como se surgissem de um só fio para se abrir em vários ramos com varias cores, a cultura Yoruba seque a mesma concepção do que temos conhecimento.
A evolução sobe uma escala sem pressa, vamos verificar. No período paleolítico de duração desconhecida, o homem habita cavernas e utensílios a pedra lascada e os ossos de animais. No neolítico, sabe polir a pedra, confeccionam utensílios novos para novos usos, abandona as cavernas, constrói tendas e cabanas e mesmo aldeias lacustres e já domestica o boi, o carneiro, a cabra e o cão. Surge a cerâmica, barcos, vestuários de pele, linho, lã e algodão. Um passo mais… utiliza o cobre e estanho e por fim o ferro. Sua concepção religiosa se aperfeiçoa, deixaram na face da terra os resquícios de uma cultura que escavamos e descobrimos nossas raízes. Descobriu-se que o Egito manuseou metais por meados de 6.000 A.C., na China e Grécia trinta séculos; na Gália e Suíça, vinte e cinco; na Scandinávia, vinte; e, na Finlândia, três.
A tradição dos chineses alcança uma duração de 80 a 100.000 anos, embora os dados positivos contem somente 17.000.
Os egípcios abraçam uma duração de 30.000 anos. A dos hindus, variável com a região, orça entre 13.000 a 19.000 anos.
Plínio faz referencia a uma época em que os egípcios não tinham como arma de defesa nas tribos africanas, senão os seus bastões.
No mesmo sentido, dessas origens, poderiam ser citados Platão, Aristóteles, Bérosio, Sallustio, Strabão.
Perfurações e sondagens no solo do vale do Nilo, em 1854, Burmeister calculou que o Egito era habitado pelo homem há mais de 72.000 anos, época em que a Europa era habitado por selvagens.
As mudanças que ocorram no Egito por volta de 8000 A.C. transformaram definitivamente a evolução da humanidade. Estas mudanças culminaram com a invenção da agricultura e da pastoreia perto do Egito, no Próximo Oriente e no Sudão.
A cultura Egípcia teve o seu início pouco antes da época pré-dinástica, que a levaria para o auge das épocas faraônicas. Por volta de 5000 a.C. apareceram as primeiras evidências de organização. Apesar de serem escassas, estas mostram-nos que por esta altura já existiam povoados em que a agricultura era a sua principal atividade. A caça não era uma forma de subsistência para estas primeiras povoações, já que estas já possuíam animais de pasto. Alguns artefatos de pedra, metal e cerâmicas encontradas vêm com inscrições e desenhos de animais domésticos, prova que estes povos eram já de fato pastores. Assim a transição da forma mais primitiva de civilização de tribos nômades para a civilização tradicional estava completa.
Um dos mais interessantes aspectos deste período de transição eram os seus costumes funerários. Antes desta transição, as tribos nômades sepultavam os seus mortos da forma mais conveniente, que freqüentemente era perto dos seus acampamentos, ou mesmo dentro deles, como os cemitérios encontrados em Jebel-Sahaba.
Os tambores falam de festas, coroações, tristezas, guerras e cultos, grande variedades de batidas muitas vezes transportam os nativos a reinos espirituais, o majestoso orgulho de ser negro e dançar com graça e leveza, a cultura negra se orgulha da herança que carrega mesmo que tenham levado seu ouro, suas terras seus animas e sua liberdade, o étnico levanta sua cabeça e baila com pés descalços e poucos tecidos envoltos no corpo.
A mais antiga das religiões traz ancestrais que remota a era da historia falada, onde não tinha material para registra nem escrita para perpetuar tradições, os mais velhos passaram de boca em boca para os mais novos ate que descobriram formas para registrar os deuses, sacrifícios e rituais.
No mundo todas as religiões originam de um mesmo principio divino, somos um só povo com varias personalidades espirituais, o ser divino que criou o macrocosmo é o mesmo que governa o microcosmo, para os seres inteligentes, varias formas expressas provam suas existência e contradizem sua divindade.
Na cabala antiga temos exemplos da presença de Deus.

O numero 1
Representado por um ponto, significa o universo o macrocosmo e o microcosmo, representando o ser individual e único em sua divindade. O principio do movimento porem ele não é perfeito se continuar único, porque a vida não terá sentido sem outra vida para compartilhar.
O numero 2
De dois ponto temos uma reta, de um lado o principio do outro o complemento, uma reta, nos da o movimento, e a duplicidade do ser e o compartilhamento das forças
O numero 3
De triangulo, tem a origem divina, o inicio, a dualidade e o trio da santidade, a perfeição do espírito e da humanidade, diz os mais antigos que o homem era dotada de divindade com sua ganância foi se afastando e com a historia na humanidade esta a graça divina se perdeu, os ocidentais foram os mais afetados e na atualidade busca o elo perdido da sabedoria interior.
Uma busca que talvez seja em vão, onde a tecnologia contesta e sufoca a tradição. Somos filhos de uma geração de dotados espirituais esquecidos, nossas células ainda guardam lembranças ancestrais, mesmo sendo difícil alcançar novamente o homem luta pela sua herança perdida.
Dizem os mais antigos que o mundo teve origem de uma palavra que continha as letras que movimentaram pela primeira vez as moléculas do universo, tal palavra foi passada de boca a ouvido pelos sacerdotes e pelos membros das antigas escolas de mistério, porem se é verdade, poucos podem afirmar, porque a palavra é tão bem guardada que se duvida da sua veracidade, conversando com antigos mestres de escolas tradicionais e templos, ao tocar no assunto apenas mudam de conversa e ficam sérios, com sua atitude e comportamento da para se ver que tem algo misterioso e bem guardado, homens sérios saudáveis mentalmente respeitáveis, não saberiam mentir, o conhecimento traz responsabilidades que temos que respeitar, mas como saber a verdade, talvez nós, os menos privilegiados não tenhamos a oportunidade de tocar um milésimo da verdade.
Antigos templos guardam escritos que contradizem a verdade da humanidade, como isso pode ser, uma pequena coincidência esta em escrituras que traz a origem do homem no pó, acredito que tal pó venha das estrelas, os cientistas estão estudando a possibilidade da vida ter surgido na terra de poeiras estrelares, esta verdade hoje em dia esta perto de ser desvendada, e talvez possamos afirmar que nossos genes vêm de planetas distantes, mas não se empolguem achando que somos etc
Quem poderá afirmar a verdade, eu não sei, mas tenho que me preocupar como a verdade é moldada, o que será um bem feito para mim, talvez possa prejudicar outras pessoas por isso temos que ter cuidado com nossos desejos e atos para não prejudicar nossos semelhantes.
Um povo inteiro desaparece no antigo mundo sem sabermos o que aconteceu realmente, apenas historia contada por poucos sábios que publicaram em pedra e papiros os costumes e ritos da época, mesmo assim corremos o risco de perder tudo que temos e sofrer o mesmo destino a qualquer momento, pois o poder que se encontra nas mãos de alguns homens pode matar milhões de pessoas em questão de segundo sem que destrua suas casas, imagina o poder de morte e vida.
O momento de nascer é um poder que o homem ainda não dominou ele pode matar se apossar, mas ainda não temos poder de gerar a vida e criar o espírito, mas por quanto tempo?
Não sabemos onde iremos parar, só sabemos é que estamos pagando o preço de nossos atos. E não temos o pleno domino dos nossos destinos, podemos comprar uma terra, roupa ou jóias, mas não seremos os verdadeiros donos, somente temos emprestado aquilo que podemos pagar, um dia quando morrermos não levaremos nada para o tumulo, somente nossa sabedoria e fé, mais nada.
A Bahia é a terra santa dos orixás, mas foi no rio grande do sul que me influenciei pelos Oduns, seres encantados que os africanos cultuam, são ancestrais e deuses que sincretisam com a natureza.
São Paulo uma cidade grande que guarda em cada esquina um terreiro, da periferia ao bairro mais nobre, temos muitos templos nesta terra de cimento.
Grande cidade que é regida por micro chip, vários computadores comandam a vida de milhões de pessoas, em cada rua vários computadores acessam ao mesmo tempo a internet e vivem fantasias.
Aqui eu vi Ogum, Oia, Bara, Yemanjá e oxum a doce mãe, quem disse que aqui também não tem terreiros e mães de santo, mas foi aqui que andei pelas ruas de madrugada e senti o cheiro da dama da noite, a lua no céu brilhando e tanta gente dormindo.
Eu creio na natureza, e principalmente que nem uma arquitetura erigida pelo homem pode ser mais sagrada que a capela de arvores virgens feita pela natureza, o homem escreveu em paredes de pedras, placas de barro e papiros e depois traduziu e imprimiu, mesmo assim eu não acredito que seja mais divino que uma cachoeira ou o sol.
Olhe onde seus olhos não possam mais ver um arranha-céu de pé, tudo que você enxergar ao redor foi criado por energias divinas e essências cósmicas, e se tudo que não foi tocado pelo homem é divino? Assim eu posso acreditar que tem uma alma pura!
Vivo e respeito à natureza, ao máximo, um dia um grande amigo antes de morrer, me deu uma foto e disse que era uma prova de nossa eterna amizade, mesmo depois de tantos anos ele ainda é um grande amigo, enquanto eu puder me lembrar dele, farei com que as pessoas respeitem sua pessoa e mesmo onde ele tiver quero que saiba que ainda sou teu amigo.
Acreditem que é difícil você, ter uma pessoa amiga que conta e confia seus segredos, o homem tem o dom de massacrar e esquecer a fidelidade, mas enfim somos pecadores e estamos tentando sobreviver, por isso que dou valor a quem é puro e verdadeiro.
Dessa forma ODUDUWA (Nimrod) une-se a Olokun (Ocenao) assumindo a forma de Oba-Olokun (Rei dos Oceanos), tendo 3 filhos: Ogum, equivalente a Vulcano, senhor do ferro, fígado, agricultura- ISHEDALE, equivalente a Afrodite, senhora das águas e mãe de todas as ninfas e heroínas deificadas – Okanbi, senhor do fogo, das conquistas e da justiça. Com Okanbi, começa a epopéia dos heróis Yorubanos, pois entre seus sete filhos aparece Oranian, cujo papel de implantação definitiva da cultura yorubana é inarguivel. Independentemente de ter tentado continuar a missão de seu avo ODUDUWA em sua Guerra Santa contra os de cedentes de Ismael, transformou-se na maior figura dessa cultura, a tal ponto que é o mais famoso dos 7 filhos de OKAMBI.
Para tal, repetindo a façanha de Jacó com seu irmão Esaú, torna-se detentor de todas as terras da África Ocidental, instituindo o 1° Feudo de que se tem noticia, instalando-se definitivamente em ILÉ IFÉ.Oranian afastou-se temporariamente de Ifé para juntar a antiga cidade de OYÓ, cujo trono passa a chamar-se “ILE-ALAFIN”.
Em memoria do seu pai, Okanbi, confere a este a honra “post-mortem” de ser o primeiro Alafin de Oyó, uma vez que pelo fato de ter nascido após a coroação de Okanbi foi considerado o “Aremo OYE” (1° nascimento após o trono em linha de sucessão). OranianOranian foi pai de Ajuan ou Ajaká e Olufiran ou sangô.
Com o nascimento de Ajaká e Sangô, começa propriamente a dinastia dos Oyós.
reservou a si a posição de 2° Alafin de Oyo e senhor do palácio Real de Ilê Ifé (owoni ti Ilê Ifé).
Etimologia :
Olodumaré
Oló = senhor
Odu = destino
Maré = supremo = deus, senhor do destino supremo.
Correspondente á personalidade de Deus com o nome de Shadai ou Alhim Tsebaoth (kaballah).
Ododúwa – odú (tio) = recipiente, auto gerador.
Da = criador
Iwa = existência – Odudúwa, o ser criador da existência terna (vida) correspondente á figura de Orinxala.
Olokum – olo (Oluwa)= senhor, senhora, dono, proprietário(a)
Okun = oceano, alto mar. Olokun, senhora dona dos oceanos.
Cronologia:
OKANBI – 1° Alafin de oyó – 1700 a 1600 A.C.
ORANIAN – 2° Alafin de Oyó -1600 a 1500 A C.
AJAKÁ – 3° Alafin de Oyó – 1500 a 1450 A C.
SANGÔ – 4° Alafin de Oyó – 1450 a 1403 A C.
JAKÁ – 5° Alafin de Oyó – 1403 a 1370 A C.
Continua….
Quero agradecer antes de mais nada ao PAI Babá Obokum,pois foi de grande ajuda sua informação para a construção do Artigo do Raiz Cultura e o pessoal do centro cultural indígena aqui de Maringá que passou alguns textos sobre a ancestralidade.
Fontes de Imagens :
Terra Mística, Fundação Cultural do Indio, Terreiro Pai Benedito Das Almas, Pai Babá Obokum, Wikipedia.
fonte: http://raizculturablog.wordpress.com/2008/01/26/a-ancestralidade-o-tambor-e-uma-historia/